"Na vida nada é certo, tudo são possibilidades."

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dia 25 de Julho - Dia Internacional da Mulher Negra


Mulheres de ébano, escutem as suas melhores vozes, amem seus corpos, sua mente,"assumam sua raça, assumam sua cor". Organize-se, no plano pessoal e coletivo, organize-se, leia, questione, leia, ame, leia, ore, leia, chore e obrigue suas demais irmãs negras. Reuna-se, mesmo em casa. Não dê ouvidos ao racismo que quer nos impedir de sermos nossa própria vida. Afirme nossa história, leia contos, converse com seus filhos/as, companheiros/as, acompanhe o que a escola diz, acompanhe o que está nos jornais, escreva uma frase, um texto, um livro. Vá às ruas, seja você, sejamos nós as vozes que mudarão este país, tornando-o realmente uma nação a altura do povo negro.
(Ângela Nascimento)

Dia 25 de Julho - Dia Internacional da Mulher Negra

O dia 25 dejulho foi instituído pela ONU como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, na República Dominicana, em 1992.
A data foi escolhida como marco internacional da luta e resistência da mulher negra. Desde então, vários setores da sociedade atuam para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero, raça e etnia vivida pelas mulheres negras.

25 de Julho ,Dia Internacional da Mulher Negra.
Por Igualdade Racial e Gênero.
Em julho de 1992, mulheres negras de 70 países participaram do 1º Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, em Santo Domingo, na República Dominicana. O último dia do evento, 25 de julho, foi marcado como o “Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe”, para celebrar e refletir sobre o papel das mulheres negras nestes continentes.

Em 2007, Claudete Alves enquanto vereadora (PT- São Paulo) apresentou o Projeto de Lei 524/2007 que institui no Calendário Oficial de Eventos do Município de São Paulo o DIA DA MULHER NEGRA DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE, a ser comemorado todo o dia 25 de julho.

LEI Nº 14.636 DE 14 DE DEZEMBRO DE 2007 (PROJETO DE LEI Nº 524/07)
VEREADORA CLAUDETE ALVES – PT
Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a finalidade de instituir o Dia da
Mulher Negra da América Latina e do Caribe, a ser comemorado, anualmente, no
dia 25 de julho, e dá outras providências.
Antonio Carlos Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo,
faz saber que a Câmara Municipal de São Paulo, de acordo com o § 7º do artigo 42 da Lei Orgânica do Município de São Paulo, promulga a seguinte lei:
Art. 1º Acresce alínea ao inciso CXXXIX do art. 7º da Lei nº 14.485, de 19 de julhode 2007, instituindo o Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe, a ser comemorado, anualmente, no dia 25 de julho.
Art. 2° As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 3° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Câmara Municipal de São Paulo, 17 de dezembro de 2007.
O Presidente, Antonio Carlos Rodrigues
Publicada na Secretaria Geral Parlamentar da Câmara Municipal de São Paulo, em 17 de dezembro de 2007.
O Secretário Geral Parlamentar, Breno Gandelman

Dia do Escritor - 25 de Julho



terça-feira, 24 de julho de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Recomeçar



A vida é um eterno recomeçar...
Recomeço minha revolução humana todos os dias,
meu estágio toda semana, meu trabalho todos os sábados,
e meus estudos todo semestre.
Recomeço a tentativa de ser uma boa mãe
sempre que exagero para mais ou para menos,
a ser boa amiga sempre que não pude confortar
e a me amar sempre que estou triste.
A vida está sempre em movimento
às vezes eu consigo acompanhar o seu curso
noutras sigo o meu próprio tempo.
Sempre aprendendo que nada vem fácil
e que é preciso um grande esforço
e muita determinação para que eu seja vitoriosa.
Tenho perdido muitas vezes...
Por me deixar abater pelo desânimo
ou por pura preguiça,
mas depois da queda me visto de coragem
para levantar e seguir em frente.
Percebo que é preciso quebrar regras
parar de reclamar e agir.
A vida nem sempre é festa,
mas estou aqui tentando viver o momento
e agradeço cada dia.


"Com as perdas, só há um jeito: perdê-las.
Com os ganhos, o proveito é saborear cada um
como uma fruta boa da estação."

quinta-feira, 5 de julho de 2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Vigiar e Punir





Vigiar e Punir – Michael Foucault em seu livro Vigiar e Punir descreve o poder do Estado sobre todas as pessoas e nos faz refletir sobre as diversas formas assumidas para julgar os homens por seus crimes cometidos e como aconteceram essas punições ao longo da história do ocidente. No período em que o suplício era permitido, muitas atrocidades foram cometidas em nome da ordem. O julgamento era secreto, mas os castigos físicos e a execução do condenado faziam parte de um espetáculo público de tortura, dor e sofrimento, onde os corpos eram mutilados para que a multidão entendesse que a punição do crime era para servir de exemplo para a população não cometer o mesmo delito. O suplício servia para mostrar a força do Estado sobre o condenado, por que se entendia que a lei era uma continuação do corpo do soberano. “O suplício tornou-se rapidamente intolerável. Revoltante, visto da perspectiva do povo, onde ele revela a tirania, o excesso, a sede de vingança e o cruel prazer de punir” (p. 69). Com a invenção da guilhotina, exclui-se a dor, a morte é rápida e a pena passa a ser o fim de um bem ou de um direito. A partir do século XVIII se dá início a todo um movimento de mudança dos métodos de suplícios medievais, a denominada "Economia do castigo", uma maneira de fazer sofrer “humanamente”. As punições e principalmente execuções públicas praticamente desapareceram da Europa e as duras penas sofridas pelo corpo dão lugar a repressão, as obrigações e apreensões. A punição e a vigilância são poderes destinados a educar (adestrar) as pessoas, para que elas cumpram as leis e vivam como bons cidadãos. A vigilância é um modo de observar as pessoas, seu modo de agir, suas atividades, enfim suas vidas, evitando que algo contrário ao poder aconteça. Já a punição é a maneira encontrada pelo poder para tentar corrigir as pessoas que inflijam as regras. Segundo Foucault, deve-se vigiar mais do que punir, pois é muito mais barato vigiarmos as pessoas para que estas não infrinjam as leis, fazendo assim a economia do poder ser mais rentável. No século XVIII o corpo passa a ser visto como algo possível de se manipular “adestrável”, fácil de se dominar e de ser utilizado para vários fins. A disciplina molda corpos dóceis e submissos, diminuindo assim sua resistência ao poder e com capacidade para desempenhar várias funções, aumentando assim sua força útil em termos econômicos, ao mesmo tempo submisso e produtivo. E esses “corpos dóceis”, que permitem o controle das suas forças, não foram conseguidos através da ideologia nem da violência, mas sim da disciplina. E para fazer valer seu poder e autoridade, a disciplina utilizará a arte das distribuições, que distribui os indivíduos no espaço, o contacto com os demais individuos, a troca de ideias e informações e a do controle da atividade, que utiliza o tempo preciso, estabelecendo horários rígidos de trabalho, sempre repetitivos e constantes, sem desperdícios. “O corpo, do qual se requer que seja dócil até em suas mínimas operações, opõe e mostra as condições de funcionamento próprias a um organismo. O poder disciplinar tem por correlato uma individualidade não só analítica e celular, mas também natural e orgânica.” (p. 141). Foi criado por Jeremy Bentham um sistema chamado panóptico, para manter em vigilância as pessoas que por algum motivo infringiram as leis ou possuem alguma patologia. Nesse sistema haveria uma torre central a qual vigiaria todos de uma só vez que estão a sua volta já que essa estrutura à volta da torre central era circular. Podemos citar como exemplos de instituições estatais que usam a idéia do Panóptico na sua arquitetura e modo de funcionamento os hospitais, as escolas e as prisões. A instituição que mais vigia e controla o ser humano é a família. Desde o nascimento, ela é vigiada pelos pais e essa vigilância não cessa, mesmo depois de se tornar adulta, tornando-se ainda mais presente em sua vida. O Panóptico ficou mais no campo das ideias, pois as instituições tem suas regras infringidas o tempo todo e, não é mais, um vigiando a todos, agora todos vigiam todo mundo e isso contraria o princípio defendido pelo Panóptico, pois quem vigia passa a ser visível derrubando a ideia de que quem vigia não pode ser visto.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Meu niver...


TRISTE!!! E nem sei bem o porquê...