Vigiar e Punir – Michael Foucault
em seu livro Vigiar e Punir descreve o poder do Estado sobre todas as pessoas e nos faz refletir sobre as diversas formas assumidas para julgar os homens por seus crimes cometidos e como aconteceram essas punições ao longo da história do ocidente.
No período em que o suplício era permitido, muitas atrocidades foram cometidas em nome da ordem. O julgamento era secreto, mas os castigos físicos e a execução do condenado faziam parte de um espetáculo público de tortura, dor e sofrimento, onde os corpos eram mutilados para que a multidão entendesse que a punição do crime era para servir de exemplo para a população não cometer o mesmo delito. O suplício servia para mostrar a força do Estado sobre o condenado, por que se entendia que a lei era uma continuação do corpo do soberano.
“O suplício tornou-se rapidamente intolerável. Revoltante, visto da perspectiva do povo, onde ele revela a tirania, o excesso, a sede de vingança e o cruel prazer de punir” (p. 69).
Com a invenção da guilhotina, exclui-se a dor, a morte é rápida e a pena passa a ser o fim de um bem ou de um direito.
A partir do século XVIII se dá início a todo um movimento de mudança dos métodos de suplícios medievais, a denominada "Economia do castigo", uma maneira de fazer sofrer “humanamente”. As punições e principalmente execuções públicas praticamente desapareceram da Europa e as duras penas sofridas pelo corpo dão lugar a repressão, as obrigações e apreensões.
A punição e a vigilância são poderes destinados a educar (adestrar) as pessoas, para que elas cumpram as leis e vivam como bons cidadãos.
A vigilância é um modo de observar as pessoas, seu modo de agir, suas atividades, enfim suas vidas, evitando que algo contrário ao poder aconteça. Já a punição é a maneira encontrada pelo poder para tentar corrigir as pessoas que inflijam as regras.
Segundo Foucault, deve-se vigiar mais do que punir, pois é muito mais barato vigiarmos as pessoas para que estas não infrinjam as leis, fazendo assim a economia do poder ser mais rentável.
No século XVIII o corpo passa a ser visto como algo possível de se manipular “adestrável”, fácil de se dominar e de ser utilizado para vários fins. A disciplina molda corpos dóceis e submissos, diminuindo assim sua resistência ao poder e com capacidade para desempenhar várias funções, aumentando assim sua força útil em termos econômicos, ao mesmo tempo submisso e produtivo.
E esses “corpos dóceis”, que permitem o controle das suas forças, não foram conseguidos através da ideologia nem da violência, mas sim da disciplina.
E para fazer valer seu poder e autoridade, a disciplina utilizará a arte das distribuições, que distribui os indivíduos no espaço, o contacto com os demais individuos, a troca de ideias e informações e a do controle da atividade, que utiliza o tempo preciso, estabelecendo horários rígidos de trabalho, sempre repetitivos e constantes, sem desperdícios.
“O corpo, do qual se requer que seja dócil até em suas mínimas operações, opõe e mostra as condições de funcionamento próprias a um organismo. O poder disciplinar tem por correlato uma individualidade não só analítica e celular, mas também natural e orgânica.” (p. 141).
Foi criado por Jeremy Bentham um sistema chamado panóptico, para manter em vigilância as pessoas que por algum motivo infringiram as leis ou possuem alguma patologia. Nesse sistema haveria uma torre central a qual vigiaria todos de uma só vez que estão a sua volta já que essa estrutura à volta da torre central era circular.
Podemos citar como exemplos de instituições estatais que usam a idéia do Panóptico na sua arquitetura e modo de funcionamento os hospitais, as escolas e as prisões.
A instituição que mais vigia e controla o ser humano é a família. Desde o nascimento, ela é vigiada pelos pais e essa vigilância não cessa, mesmo depois de se tornar adulta, tornando-se ainda mais presente em sua vida.
O Panóptico ficou mais no campo das ideias, pois as instituições tem suas regras infringidas o tempo todo e, não é mais, um vigiando a todos, agora todos vigiam todo mundo e isso contraria o princípio defendido pelo Panóptico, pois quem vigia passa a ser visível derrubando a ideia de que quem vigia não pode ser visto.
"Na vida nada é certo, tudo são possibilidades."
quinta-feira, 28 de junho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Desistindo...
Desde que eu acordei que eu comecei a me boicotar...
Primeiro consegui arranjar uma ótima desculpa
para não ir para o meu estágio,
e acalmalmar minha consciência,
tenho que estudar um texto para apresentar em aula
e tenho mesmo.
Depois arranjei outra desculpa para minha falta,
inventei uma dor de dente e uma visita ao dentista
talvez até a extração do dente.
E o que é pior,
não consegui ler uma linha sequer do texto até agora
e já são quase 3:00 horas da tarde.
Fico me lembrando o tempo todo que eu preciso ler o texto
mas não consigo pegar para ler,mesmo me sentindo culpada.
Não sei porque faço isso comigo.
Já pensei várias vezes em trancar esse período,
mas não tive coragem
mas se continuar assim vou perder meu tempo,
meu dinheiro e meu período.
Não sei o que fazer...Tô sem vontade para nada.
To me sentindo muito mal.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Só ser...
Sei que sou um ser só.
Nasci só, vivo só e só morrerei.
Tenho plena conciência disso.
Mas estou sempre rodeada de pessoas.
Como se sentisse medo de ficar sozinha.
E mesmo rodeada de pessoas, ainda estou só.
Quero estar só e não consigo.
Não consigo caminhar sozinha.
Estou sentindo uma estranha loucura se apodeirar de mim....
Quero fazer tantas coisas e não consigo fazer nada.
Não consigo sair do lugar.
Estou paralizada...Me falta vivacidade,inteligência.
Nos momentos de solidão,entro em parafuso.
Começo a perceber que não tenho nenhuma utilidade.
Quero fazer tantas coisas e não consigo fazer nada.
Não consegui ser esposa, dona de casa,
nem mãe, ainda sou tão filhinha,
tão dependente da minha.
Espero não ter errado muito com o meu filho...
Também não consigo ser estudante, nem estagiária,
nem amiga... nem mulher.
Eu sou "macho" o bastante para não ser fresca,
mas mulherzinha o suficiente para não ter atitude.
As véspera dos meus quarenta e nove anos,
chego a infeliz conclusão
que não estou preparada para assumir a minha própria vida.
Isso dá medo.
Não reconheço essa pessoa que eu sou
na pessoa que eu julgo ter sido.
Existe uma lacuna entre essas duas elisas
E então a pergunta que não quer calar
martela em minha cabeça: quem é você criatura esquisita?
É triste nessa altura da vida, não saber quem se é.
Ninguém pode responder à essa pergunta, "Quem sou eu?"
E eu que sou a única pessoa que poderia não sei a resposta.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Estava lendo um texto da Marta Medeiros
e identifiquei nele a maneira
como venho me sentindo ultimamente
e não consegui resistir à tentação
de não postar e assim compartilhar
com quem por acaso lê meu blog...
"...Quero não ter enhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inévitável.
...Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a ideia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar."
(Marta Medeiros)
É por aí...
quinta-feira, 3 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Tenho muito o que aprender...
Fiz terapia hoje e estou bem melhor,
pelo menos estou me sentindo mais leve.
As vezes penso em parar novamente com a terapia
mais muitas são minhas neuroses...
Quero tantas coisas
e poucas são as que consigo finalizar.
Eu me cobro muito e me coloco muito pra baixo.
Tenho que me erguer e estudar mais
preciso de forças para enfrentar e vencer
todos os obstáculos que estão me atrapalhando
nesse período letivo.
.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Lost...
Estou vivendo um péssimo momento,
me sentindo muito perdida
e meu período tá praticamente perdido também.
E vai ser muito difícil eu reverter essa situação.
Tô me sentindo frustrada, um fracasso
e muito chateada comigo mesma...
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